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Foto- trabalhoExperiência vira pré-requisito em programas mais exigentes
 
 
Embora cada vez mais informados e capacitados para enfrentar as exigências das empresas, os jovens ainda sofrem com a falta de experiência profissional. "A percepção de que é difícil lidar com essa imaturidade gera desconforto entre as companhias", diz a gerente de projetos da consultoria Across, Fernanda Bueno.

Segundo ela, organizações que apostam nos programas de trainee tradicionais, por exemplo, já não limitam mais a idade dos candidatos e escolhem com cautela qual será o mentor que determinado trainee vai ter durante o programa. "Gestores mais jovens geralmente sabem lidar melgor com as características da geração atual", afirma.

Outras empresas apostam em programas diferenciados, que já exigem algum tipo de experiência. É o caso do grupo Sanofi, que promoveu no ano passado o programa Acelere Sanofi, direcionado para jovens com dois a cinco anos de formação e que já tenham passado pelo mercado de trabalho.

Segundo o vice-presidente de recursos humanos para a América Latina, André Rapoport, a escolha de focar em profissionais mais experientes foi uma combinação da necessidade de ter pessoas capacitadas para assumir posições de liderança ao fim dos 18 meses de programa, e a decisão de fugir do que ele chama de "primeira crise profissional". "A pessoa não sabe se quer a vida corporativa, se quer ser empreendedor, se quer trabalhar no terceiros setor. Queríamos evitar isso", explica Rapoport.

Para Paula Esteves, diretora do grupo DMRH, o número de empresas que investem em programas desse tipo - seja exclusivamente ou como complemento ao trainee tradicional - tem crescido nos últimos anos. Outro exemplo é o BMW Group Serviços Financeiros, que lançou pela primeira vez neste ano um programa de trainee como parte de uma estratégia global.

Para participar, o candidato precisava ter no mínimo seis meses de experiência profissional na área de finanças e ao menos uma vivência de estudo ou trabalho no exterior. Segundo o presidente do grupo no Brasil e na América Latina, Eduardo Varella, as exigências são feitas porque o jovem participará de etapas em outros países após três meses de programa. "Temos um objetivo específico, que é aumentar a integração cultural dentro do grupo e a troca de experiências entre os diversos mercados e países", explica. O programa recebeu cerca de duas mil inscrições.

Fonte: Valor Econômico